☢️ A NASA apresenta uma ferramenta que calcula a dose de radiação recebida a caminho da Lua ou de Marte

Mantenha-se sempre informado: siga-nos no Google (clique em ☆)

Durante uma viagem à Lua ou a Marte, uma tripulação pode receber uma dose de radiação muito superior à encontrada no solo. A NASA acaba de apresentar o MissionDPT, uma ferramenta desenvolvida para estimar essa exposição e os riscos agudos associados, antes ou durante uma missão.

O princípio consiste em reunir em uma mesma interface vários modelos já utilizados para descrever o ambiente de radiação espacial, a blindagem de um veículo e o transporte de partículas através da matéria. O resultado procurado é uma dose, ou seja, uma medida da energia depositada pela radiação nos tecidos ou em um dosímetro.

O veículo Orion sobrevoando a Lua durante a Artemis I em 21 de novembro de 2022.
Imagem: NASA

Concretamente, o MissionDPT pode ser configurado para uma órbita terrestre baixa, mas também para trajetórias que vão além dessa zona protegida pelo campo magnético terrestre. O usuário pode levar em conta a trajetória prevista e a blindagem para obter uma estimativa adaptada à missão estudada.

Os autores compararam seus cálculos com medições realizadas por dosímetros durante a Artemis I e a bordo da Estação Espacial Internacional. Com as trajetórias e os arquivos de blindagem conhecidos, as simulações dão resultados considerados razoavelmente próximos das medições.

O risco se torna mais difícil de gerenciar durante eventos solares que lançam grandes quantidades de partículas energéticas. O MissionDPT integra, portanto, o UMASEP, um conjunto de modelos de previsão desenvolvido na Universidade de Málaga. Esses modelos podem fornecer informações sobre a dose antes de tal evento.

Em outras palavras, a ferramenta não serve apenas para preparar um trajeto com meses de antecedência. Ela também pode ajudar uma equipe de controle quando uma atividade solar perigosa surge durante o voo.

Essa combinação também permite recriar episódios solares históricos severos. As equipes podem assim testar um veículo, uma trajetória ou uma estratégia de proteção diante de condições já observadas e, em seguida, comparar as doses calculadas e os riscos estimados. Para uma missão tripulada, essa informação pode ajudar a decidir quando se deslocar para uma zona mais protegida do veículo.

O MissionDPT, no entanto, continua sendo uma ferramenta de simulação e previsão: seus resultados dependem dos modelos, dos dados disponíveis e da descrição da blindagem. A próxima etapa anunciada é o seu uso como ferramenta operacional de apoio para as futuras missões lunares e marcianas, especialmente em situações em que a atividade solar impõe uma decisão rápida.