Uma vacina experimental contendo um rotavírus inativado desencadeou uma resposta imunitária em crianças pequenas, durante um primeiro ensaio clínico dedicado à sua segurança.
O rotavírus provoca sobretudo diarreia e vómitos em lactentes e crianças pequenas. O principal risco decorre da grande perda de água que pode ocorrer. Já existem vacinas, mas baseiam-se em vírus vivos atenuados e são administradas por via oral.

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A nova abordagem é diferente. O vírus utilizado foi inativado: portanto, já não se pode multiplicar. O objetivo continua a ser ensinar o sistema imunitário a reconhecer o rotavírus antes de uma verdadeira infeção. Este primeiro ensaio destinava-se sobretudo a verificar como as crianças toleravam esta preparação e a medir a reação das suas defesas imunitárias.
Os investigadores recrutaram 288 crianças saudáveis, com idades entre 2 e 71 meses. Nenhuma tinha recebido anteriormente uma vacina contra o rotavírus. Os participantes foram distribuídos de acordo com a idade e receberam duas ou três doses. Foram testadas três quantidades diferentes de vacina, com um placebo para comparação.
Os resultados relativos à segurança são encorajadores nesta fase. Não foi observado nenhum acontecimento adverso grave atribuído à vacina nos grupos estudados. Contudo, nos lactentes que receberam a dose mais elevada, foram registadas febres ligeiras a moderadas e temporárias. Estas podiam ser tratadas medicamente.
As análises ao sangue também revelaram um aumento dos anticorpos capazes de neutralizar o vírus. Esta resposta tornava-se, de modo geral, mais forte à medida que aumentava a quantidade de vacina. Entre os lactentes que receberam três doses da quantidade mais elevada, 83,33% apresentaram o aumento de anticorpos considerado pelos investigadores, contra 10% no grupo do placebo.
O número de injeções também parece ser importante. Neste ensaio, o esquema de três doses produziu uma resposta imunitária superior àquele que incluía duas doses. Contudo, isto ainda não significa que a vacina proteja efetivamente as crianças contra uma gastroenterite por rotavírus. Um ensaio de fase I não foi concebido para demonstrar essa eficácia em condições reais.
Esta distinção é importante. Produzir anticorpos constitui uma etapa esperada no desenvolvimento de uma vacina, mas a proteção contra a doença tem de ser medida em estudos mais amplos. Também será necessário continuar a monitorizar os efeitos adversos num número maior de participantes.
Os próximos estudos poderão determinar a dose e o número de administrações mais adequados e, depois, medir diretamente a capacidade da vacina para prevenir as infeções e as suas formas graves.